terça-feira, novembro 01, 2016

de de

Muito além de rabiscos

Para uns, aqueles riscos nos papéis feitos pelas crianças durante as aulas podem ser considerados sem nenhum sentido, mas para as mães representam pequenas obras de artes desenvolvidas por seus filhos. São muitas as interpretações que podem ter as garatujas ou rabiscos desenvolvidos por todas as crianças no início de seu processo de aprendizagem. Para os psicopedagogos, esses desenhos despretensiosos são as primeiras tentativas de representar e/ou expressar seu olhar sobre o mundo à sua volta. 


De acordo com Sandra Beconha, diretora do Colégio Batista Mineiro unidade Buritis, nos primeiros anos de escolaridade é importante explorar esse tipo de produção. “Investir e estimular esses ‘rabiscos’ é muito importante para o desenvolvimento da criança, pois instiga a competência simbólica, estimula a criatividade e desenvolve a coordenação motora. Além disso, promove a percepção de seus movimentos”, explica a educadora. 

Sendo essa uma das formas de expressar seus sentimentos e o mundo à sua volta, Sandra acredita ser muito importante pais e professores estarem atentos. “Mesmo não entendendo o que está desenhado naquele papel cheio de linhas desconexas, devemos prestar atenção no significado do desenho. Fazê-los falar sobre o que desenham é importante. Nas escolas, pelos anos de experiência, os professores conseguem detectar quando um rabisco não condiz com o desenvolvimento de certas idades”, diz a diretora. Segundo ela, os primeiros desenhos surgem por volta de um ano de idade.  

Nas séries iniciais do Colégio Batista o desenho é trabalhado para investir no registro da criança sobre o mundo que a cerca, valorizando sua forma de desenhar, estimulando cada aluno a perceber que o registro tem o seu valor e a evoluir nas produções do desenho, bem como iniciar os registros de palavras. “As crianças adoram esse momento em que soltam a imaginação. Eles se sentem artistas revelando o seu mundo e seus desejos”, conta Sandra. 

O artista plástico e psicanalista Glauco Moraes concorda com a educadora. Para ele é fundamental deixar as crianças livres para ‘criarem suas obras de arte’. “Querer direcionar os traços podem gerar problemas, como bloquear a expressividade e o fazer artístico, pois é através do desenhar que as crianças desenvolvem a percepção, emoção e inteligência. Além disso, é através dos rabiscos que a criatividade, a imaginação e o autoconhecimento são estimulados”, orienta o artista. 

Glauco acredita que esses primeiros desenhos são os primeiros passos que, aprimorados, levarão a criança a - mais tarde - pintar, desenhar e escrever. “Foi a partir da infância que comecei a pegar gosto pela arte e tornou-se a minha profissão. Aos nove anos de idade eu já desenhava muito bem e aos 16 troquei os lápis pelos pincéis. A cada novo desenho será um aprimoramento para o ato de desenhar da criança, uma vez que as experiências anteriores interferem na forma como elas se expressam”, diz. 

“A garatuja é o alicerce para que no futuro a criança tenha uma maior facilidade em ampliar o seu conhecimento de arte. E para que isso aconteça devem ser oferecidas várias possibilidades a ela para que se expresse e, assim, melhore suas habilidades motoras e enriqueça seu repertório”, completa Sandra Beconha, diretora do Colégio Batista.


Recebi esse texto da assessoria de imprensa Rede Batista de Educação: Ampla ComunicaçãoAchei interessante e por isso compartilho aqui!


0 comentários:

Postar um comentário