terça-feira, janeiro 31, 2017

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Por que decidi adotar?



 Hoje o post vai ser um pouco mais pessoal. Venho contar o motivo de ter decidido ser mãe através da adoção.
Nós - eu e meu marido - tomamos essa decisão há muito tempo, ainda durante o namoro.
    A data certa nem me recordo, estávamos conversando sobre o futuro juntos e aí veio o assunto filhos, e então adoção. Como muitas pessoas que conheço, à princípio pensamos em ter um filho biológico, depois adotar uma criança. Logo em seguida, isso parou de fazer sentido para nós. Por que não adotar duas crianças, então? Se o desejo é ter dois filhos? Óbvio que cada pessoa pensa de uma maneira, com certeza isso faz sentido e é o desejo legítimo de muita gente, não existe certo ou errado, mas graças a Deus, eu encontrei uma pessoa que pensava como eu.
    Mas essa história aí contou COMO e não o PORQUÊ tomamos essa decisão. Essa resposta é bem mais simples: escolhi adotar porque quero ser mãe e meu marido quer ser pai. ponto. 
    Acredito e defendo que a adoção é só uma das maneiras possíveis de ter se tornar mãe/pai. No nosso caso, foi uma mera questão de escolha. Para tantas outras pessoas é o plano B. E tudo bem também.
  O que não é tudo bem é ver a adoção como uma forma de fazer caridade. Existem muitas maneiras de se ajudar uma criança carente, adotar não é uma delas. Adotar é tornar alguém filho/a em todos os sentidos. Também não é legal tratar a adoção como algo maravilhoso, que só os corajosos fazem, menos ainda achar que filho por adoção não é filho de verdade. Perdi as contas de quantas vezes já ouvi algo do tipo e sempre tento esclarecer da melhor maneira possível, para que quando meu filho ou filha chegar, não tenha que ouvir isso, porque às vezes machuca.
    A adoção é um caminho diferente, mas o destino é o mesmo. A gestante do coração e a gestante do ventre vão percorrer caminhos diferentes, em quase todos os sentidos, mas vão chegar no mesmo lugar: na maternidade e  no amor.

Abraço a todos.

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